1) Ateus acreditam que a vida não tem sentido.
Pelo contrário: são os religiosos que se preocupam frequentemente
com a falta de sentido na vida e imaginam que ela só pode ser
redimida pela promessa da felicidade eterna além da vida
Ateus tendem a ser bastante seguros quanto ao valor da vida.
A vida é imbuída de sentido ao ser vivida de modo real e
completo. Nossas relações com aqueles que amamos têm
sentido agora; não precisam durar para sempre para tê-lo.
com a falta de sentido na vida e imaginam que ela só pode ser
redimida pela promessa da felicidade eterna além da vida
Ateus tendem a ser bastante seguros quanto ao valor da vida.
A vida é imbuída de sentido ao ser vivida de modo real e
completo. Nossas relações com aqueles que amamos têm
sentido agora; não precisam durar para sempre para tê-lo.
Ateus tendem a achar que este medo da insignificância é...
bem... insignificante.
2) Ateus são responsáveis pelos maiores crimes da
história da humanidade.
Pessoas de fé geralmente alegam que os crimes de Hitler,
Stalin, Mao e Pol Pot foram produtos inevitáveis da descrença.
O problema com o fascismo e o comunismo, entretanto,
não é que eles eram críticos demais da religião; o problema
é que eles eram muito parecidos com religiões. Tais regimes
eram dogmáticos ao extremo e geralmente originaram
cultos a personalidades que são indistinguíveis da
adoração religiosa. Auschwitz, o gulag e os campos de
extermínio não são exemplos do que acontece quando
humanos rejeitam os dogmas religiosos; são exemplos
de dogmas políticos, raciais e nacionalistas andando à
solta. Não houve nenhuma sociedade na história humana
que tenha sofrido porque seu povo ficou racional demais.
3) Ateus são dogmáticos.
Judeus, cristãos e muçulmanos afirmam que suas escrituras
eram tão prescientes das necessidades humanas que só
poderiam ter sido registradas sob orientação de uma
divindade onisciente. Um ateu é simplesmente uma pessoa
que considerou esta afirmação, leu os livros e descobriu que
ela é ridícula. Não é preciso ter fé ou ser dogmático para rejeitar
crenças religiosas infundadas. Como disse o historiador
Stephen Henry Roberts (1901-71): “Afirmo que ambos somos ateus.
Apenas acredito num deus a menos que você. Quando você
entender por que rejeita todos os outros deuses possíveis,
entenderá por que rejeito o seu”.
4) Ateus acham que tudo no universo surgiu por acaso.
Ninguém sabe como ou por que o universo surgiu. Aliás, não
está inteiramente claro se nós podemos falar coerentemente
sobre o “começo” ou “criação” do universo, pois essas idéias
invocam o conceito de tempo, e estamos falando sobre o
surgimento do próprio espaço-tempo.
A noção de que os ateus acreditam que tudo tenha surgido
por acaso é também usada como crítica à teoria da evolução
darwiniana. Como Richard Dawkins explica em seu
maravilhoso livro, “Deus, um delírio”, isto representa uma
grande falta de entendimento da teoria evolutiva. Apesar de
não sabermos precisamente como os processos químicos da
Terra jovem originaram a biologia, sabemos que a diversidade
e a complexidade que vemos no mundo vivo não é um produto
do mero acaso. Evolução é a combinação de mutações
aleatórias e da seleção natural. Darwin chegou ao termo
“seleção natural” em analogia ao termo “seleção artificial”
usadas por criadores de gado. Em ambos os casos, seleção
demonstra um efeito altamente não-aleatório no desenvolvimento
de quaisquer espécies.
5) Ateísmo não tem conexão com a ciência.
Apesar de ser possível ser um cientista e ainda acreditar
em Deus – alguns cientistas parecem conseguir isto –,
não há dúvida alguma de que um envolvimento com o
pensamento científico tende a corroer, e não a sustentar,
a fé. Tomando a população americana como exemplo:
A maioria das pesquisas mostra que cerca de 90% do
público geral acreditam em um Deus pessoal; entretanto
93% dos membros da Academia Nacional de Ciências
não acreditam. Isto sugere que há poucos modos de
pensamento menos apropriados para a fé religiosa do que a ciência.
6) Ateus são arrogantes.
Quando os cientistas não sabem alguma coisa – como por
que o universo veio a existir ou como a primeira molécula
auto-replicante se formou –, eles admitem. Na ciência, fingir
saber coisas que não se sabe é uma falha muito grave. Mas
isso é o sangue vital da religião. Uma das ironias monumentais
do discurso religioso pode ser encontrado com freqüência em
como as pessoas de fé se vangloriam sobre sua humildade,
enquanto alegam saber de fatos sobre cosmologia, química e
biologia que nenhum cientista conhece. Quando consideram
questões sobre a natureza do cosmos, ateus tendem a buscar
suas opiniões na ciência. Isso não é arrogância.
É honestidade intelectual.
7) Ateus são fechados para a experiência espiritual.
Nada impede um ateu de experimentar o amor, o êxtase,
o arrebatamento e o temor; ateus podem valorizar estas
experiências e buscá-las regularmente. O que os ateus não
tendem a fazer são afirmações injustificadas (e injustificáveis)
sobre a natureza da realidade com base em tais experiências.
Não há dúvida de que alguns cristãos mudaram suas vidas para
melhor ao ler a Bíblia e rezar para Jesus. O que isso prova?
Que certas disciplinas de atenção e códigos de conduta
podem ter um efeito profundo na mente humana. Tais experiências
provam que Jesus é o único salvador da humanidade?
Nem mesmo remotamente – porque hindus, budistas,
muçulmanos e até mesmo ateus vivenciam
experiências similares regularmente.
Não há, na verdade, um único cristão na Terra que
possa estar certo de que Jesus sequer usava uma barba,
muito menos de que ele nasceu de uma virgem ou ressuscitou
dos mortos. Este não é o tipo de alegação que experiências
espirituais possam provar.
8) Ateus acreditam que não há nada além da vida e do
conhecimento humano.
Ateus são livres para admitir os limites do conhecimento
humano de uma maneira que nem os religiosos podem.
Nem mesmo remotamente – porque hindus, budistas,
muçulmanos e até mesmo ateus vivenciam
experiências similares regularmente.
Não há, na verdade, um único cristão na Terra que
possa estar certo de que Jesus sequer usava uma barba,
muito menos de que ele nasceu de uma virgem ou ressuscitou
dos mortos. Este não é o tipo de alegação que experiências
espirituais possam provar.
8) Ateus acreditam que não há nada além da vida e do
conhecimento humano.
Ateus são livres para admitir os limites do conhecimento
humano de uma maneira que nem os religiosos podem.
É óbvio que nós não entendemos completamente o universo;
mas é ainda mais óbvio que nem a Bíblia e nem o Corão
demonstram o melhor conhecimento dele. Nós não sabemos
se há vida complexa em algum outro lugar do cosmos, mas
pode haver. E, se há, tais seres podem ter desenvolvido um
conhecimento das leis naturais que vastamente excede o nosso.
Ateus podem livremente imaginar tais possibilidades.
Eles também podem admitir que se extraterrestres
brilhantes existirem, o conteúdo da Bíblia e do Corão
lhes será menos impressionante do que são para
os humanos ateus.
Do ponto de vista ateu, as religiões do mundo banalizam
completamente a real beleza e imensidão do universo
. Não é preciso aceitar nada com base em provas
insuficientes para fazer tal observação.
9) Ateus ignoram o fato de que as religiões são
extremamente benéficas para a sociedade.
Aqueles que enfatizam os bons efeitos da religião nunca
parecem perceber que tais efeitos falham em demonstrar
a verdade de qualquer doutrina religiosa. É por isso que
temos termos como “wishful thinking” e “auto-enganação”.
Há uma profunda diferença entre uma ilusão
consoladora e a verdade.
De qualquer maneira, os bons efeitos da religião podem
ser certamente questionados. Na maioria das vezes,
parece que as religiões dão péssimos motivos para se agir bem,
quando temos bons motivos atualmente disponíveis.
Pergunte a si mesmo: o que é mais moral? Ajudar os pobres
por se preocupar com seus sofrimentos, ou ajudá-los porque acha
que o criador do universo quer que você o faça e o recompensará
por fazê-lo ou o punirá por não fazê-lo?
10) Ateísmo não fornece nenhuma base para a moralidade.
Se uma pessoa ainda não entendeu que a crueldade é errada,
não descobrirá isso lendo a Bíblia ou o Corão – já que esses
livros transbordam de celebrações da crueldade, tanto humana
quanto divina. Não tiramos nossa moralidade da religião.
Decidimos o que é bom recorrendo a intuições morais que são
(até certo ponto) embutidas em nós e refinadas por milhares de
anos de reflexão sobre as causas e possibilidades da felicidade humana.
Nós fizemos um progresso moral considerável ao longo dos
anos, e não fizemos esse progresso lendo a Bíblia ou o Corão
mais atentamente. Ambos os livros aceitam a prática de escravidão
– e ainda assim seres humanos civilizados agora reconhecem
que escravidão é uma abominação. Tudo que há de bom nas
escrituras – como a regra de ouro, por exemplo – pode ser
apreciado por seu valor ético, sem a crença de que isso nos
tenha sido transmitido pelo criador do universo.
Fonte:
http://www.samharris.org
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